História

 

             Situada no distrito do Porto e concelho de Vila do Conde, a freguesia de Canidelo dista da sede concelhia cerca de 12 km.

             De acordo com os censos de 1991, tinha uma população de aproximada de 934 habitantes, 941 nos censos de 2001 e 906 pelos censos de 2011.

             Tem por orago S. Pedro, o qual celebram todos os anos, com festas e romarias.

             O povoamento de Canidelo remonta naturalmente a épocas muito recuadas, como aliás o comprova a própria toponímia, começando pelo topónimo principal “Canidelo” que é um derivado de “canavial”, “terreno onde abundam canas”, fazendo referência ao tipo de flora existente no local, pelo menos na altura de atribuição do topónimo. A vetustez desta freguesia é também atestada pela existência de algumas estações e achados arqueológicos avulsos, como a antela (pequena anta ou dólmen sem laje superior, e fechada dos quatro lados), detetada pelo abade Sousa Maia e, 1905, que a denominou “Antela das Alminhas”, talvez por se encontrar no meio de uma bouça, mais exatamente no lugar do Padrão, e a poucos metros de um nicho. A juntar ao espólio descoberto pelo supracitado abade, está uma mó completa (manual, de tipo-vai-vem), um vaso de forma hemisférica completo e vários fragmentos de outros, uma lâmina de quartzo e diversos seixos rolados.

             A referência mais antiga que se conhece à freguesia surge num documento de 1107, onde é referido o simples topónimo “Kanitello”. A igreja, no entanto, só é referenciada, segundo Domingos Moreira, nas Inquirições de D. Afonso III em 1258; todavia, sabe-se que a instituição da paróquia de “S. Fins de Canidelo”, como chegou a ser denominada, é ainda mais remota, sendo sem dúvida pré-Nacional; posteriormente, no Censual do Cabido da Sé do Porto, aparece “Sancti Felicis de Canidelo”. Em 1527, como consta no “Archivo Histórico Portuguez”, comprova-se a integração da freguesia de Canidelo mo termo Maia. O padroado medieval carece de notícias; contudo, mais tarde aparece a igreja como abadia da apresentação alternativa do bispo da diocese e do papa.

             Atualmente, Canidelo pertence, no eclesiástico, à Diocese do Porto, e no administrativo, pertence, desde 6 de Novembro de 1836, ao concelho de Vila do Conde, resultando esta integração da reforma administrativa de Mouzinho da Silveira.

             No património cultural e edificado da freguesia ressaltam: a Quinta ou Casa do Paço, no lugar do mesmo nome, que foi mandada construir por Fernão Vasco da Cunha, donatário dos Reguengos da Maia entre 1440 e 1442; a Igreja Paroquial e a Capela de S. Brás.

             As principais atividades produtivas de Canidelo são a exploração de madeira, a agricultura, a pecuária, a pequena indústria e o pequeno comércio. No artesanato, são ainda produzidas as tradicionais gigas e os artigos em tecelagem.

             É também conhecida pelas suas nascentes de água, que abundam em qualquer lugar da freguesia.